Os soldados levaram Jesus para a casa do Sumo Sacerdote.[85] A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessach[86] e a lei romana proibia que se condenasse um homem à morte.[86] Jesus foi acusado primeiramente de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo.[87] Depois, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era,[88] e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.
Após isso, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos,[89] que então governava a província romana da Judéia.[90] Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes Antipas[91] — filho de Herodes, o Grande[92] — que governava a Galiléia.[93] Lucas conta que Herodes zombou de Jesus,[94] vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos[95].[91]
Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás,[96] na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade.[97] A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás.[98] Pilatos entregou então Jesus para morrer na cruz.[99] A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.[100]
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
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